Sunday, July 06, 2008

Sobre o Tempo vivido..

Vivemos querendo vencer o tempo. Como se houvesse vitória ou derrota nesta relação. Preso à inevitável efemeridade das coisas que, por essência, efêmeras são. E nessa conta de subtração dos dias que nos restos vamos resmungando enquanto perdemos nossas misérias de dias cinzas e noites techinocolores.


Então o calendário se verte no ábaco da perda da vida que se quantifica em horas, dias, meses, anos... como se a distância do percurso fosse aquilo que determinasse a beleza do caminho. A Terra segue girando em torno de si e em torno do Sol todos os relógios do mundo, aqueles que giram e aqueles que pulsam, fazendo do tempo o movimento do movimento e o pulsar do pulsar, uma simultaneidade de giros, e ter os olhos cheios de tanta “realidade” nos torna cegos de vida. Sim, Vida! O tempo talvez seja uma das características da vida, mas não aquilo que à determina. Viver sem medo do fim. Sem ver o fim... sem esperar um fim... viver o movimento, viver o caminho. Buscar a imortalidade só nos fará mais mortais. Todo relógio um dia vai parar, a terra um dia vai parar, eu parei... eu parei e olhei dentro de olhos que fizeram os relógios pararem, enlouquecerem, girarem velozes, girarem bem lento... congelarem. O noites lentas, dias na velocidade da luz. Esticava e encurtava o tempo, encurtava caminhos e alongava horizontes, eram passos e olhares... efeito da droga mais potente de todos os tempos, pasmem: o amor. Cada beijo, cada olhar, cada abraço ganhou ecos para toda vida, infinitos ecos, que como balas perdidas saíram a ricochetear no peito, na boca, nos olhos, zombando da pobre matemática do tempo. Estes ecos fazem de horas dias, de dias meses, de meses anos e de cada segundo uma eternidade. Então como posso dizer quantos passos dei até aqui? Porque o prazer que senti em cada passo que dei eu o experimento novamente a cada instante que lembro, a cada novo passo que dou. Definitivamente não, um calendário não vai dar conta de mensurar a felicidade que é amar e ser amado. Mas pode ser um boa desculpa para te ver, pra tomar um vinho, comer uma pizza, ir ao cinema, caminhar pela cidade fria, dançar numa esquina deserta, rir dos ébrios da madrugada, e ser um ébrio do hoje e do ontem, abstêmio do amanhã, comemorando diariamente por todos os dias que estive ao teu lado e cada instante que te tenho em mim... tempo... o tempo é uma matemática muito pobre para somar você e eu.

2008-07-06

Thursday, March 13, 2008

Wednesday, February 27, 2008

A coincidência dos erros

postado por General de uma estrela

Caros alvinegros!

É impressionante ouvir de torcedores rivais e, principalmente, de meus companheiros de imprensa que o Botafogo reclama muito e sem razão. Será que eles já pararam para pensar que se os árbitros fossem isentos não reclamaríamos de nada? O que aconteceu ontem foi apenas o estopim, justifica as atitudes de Cuca, Bebeto e dos jogadores, que não vêem meios de mudar a situação. De que adianta trabalhar seriamente se aparece um soprador de apito e põe tudo por água abaixo? É justamente por isso que, ao lado do meu sobrinho Hermes Martins, fiz um levantamento dos últimos jogos decisivos do Botafogo. Coincidentemente ou não, quase sempre há o dedo da arbitragem. Basta ver:

Taça Guanabara 2008: Recuo de bola do Léo Moura, falta que não houve em Léo Moura, que originou o pênalti que acontece toda hora e ninguém dá (o tal do Gergelim também segurava o Túlio), expulsão injusta do Zé Carlos, primeiro cartão para o Lucio Flavio injusto e o segundo é na seqüência de um lance em que Jorge Henrique sofre falta na meia-lua.

Sul-Americana 2007: Incompetência apenas dos Cavaleiros do Fracasso, nada a reclamar de arbitragem (como não foi reclamado, diga-se).

Copa do Brasil 2007: A bandeirinha da "Playboy" anula dois gols legítimos, um de Zé Roberto e outro de Vágner, e nos elimina, ganhando os holofotes. (falo sobre o caso Simon daqui a pouco)

Carioca 2007: No primeiro jogo, pênalti no Luciano Almeida (muito mais claro do que esse no Fábio Luciano). No segundo, aquele mercenário faria o gol do título, mas é marcado impedimento erradamente e ele ainda é expulso!

Taça Guanabara 2007: Ser eliminado pelo Boavista é incompetência, mas Zé Roberto teve um gol absurdamente anulado.

Sul-Americana 2006: Absurda eliminação para o Timinho da Série C. No primeiro jogo, pênalti no Wando não marcado e gol não dado quando Rissut tirou de dentro do gol. No segundo, gol do Marcão, impedidaço.

Copa do Brasil 2006: Eliminação justa para o Ipatinga.

Copa do Brasil 2005: Contra o Paulista, o gol da classificação sairia no último minuto. Mas o goleiro tira de dentro do gol! Juizão manda seguir, é claro.
Taça Rio 2005: Botafogo 3 x 3 Cabofriense. Já com dois a menos, o Fogão leva um gol de Diego, impedido e é eliminado.

Taça Guanabara 2005: Mais de 70 mil alvinegros no Maracanã vêem o juiz não dar dois pênaltis para o Botafogo e Washington, do Americano, fazer o gol decisivo impedido.

Tudo isso é fato! Coincidência? Choro? Olha que nem falei dos absurdos que ocorreram nos últimos Brasileirões, com o Botafogo sendo sempre grosseiramente prejudicado! Exemplos: contra o São Paulo no ano passado, falta clara em Juninho ignorada, gol deles; contra o Figueirense, golpe de capoeira em Jorge Henrique dentro da área não é pênalti, gol impedido deles; em 2006, Wilson de Souza Mendonça fazendo até o sempre sensato Manoel Renha perder as estribeiras, pois o juiz nos roubou dentro do Maracanã contra o Inter. É o preço que se paga por um ser um clube decente, opositor a estas falcatruas que predominam. Irrita é ver companheiros da imprensa preferindo defender as falcatruas! Aí vem o papo: "Ah, mas o Simon ajudou o Botafogo contra o Atlético Mineiro. Contra o América, teve um pênalti que o juiz não deu em 2006. Contra o Santos, foi roubado, em 1995". É impressionante! Três casos a favor em 13 anos, não é sensacional? Sendo que em 95, o Botafogo teve um gol mal anulado na primeira partida que ninguém comenta! E que o mesmo Márcio Rezende de Freitas nos tirou a Copa do Brasil em 1999, anulando dois gols legítimos.

Do outro lado, o favorecimengo. O time precisa ganhar a Taça Guanabara, para poder pensar na Libertadores, como no ano passado. Logo, os juízes são solidários! Em 2007, foram beneficiados contra Cabofriense, Americano, Boavista e Madureira e levaram (lembram-se do Marcelo sendo expulso por ter sofrido pênalti? Pois então). Este ano, já contra a Turma do Fuscão 68, o primeiro gol nasce de um lance em que não houve falta. Aí, no cruzamento, o tal do Fábio "Curintiano" empurra o zagueiro e faz o gol. Aí pode! É ou não é duvidoso? É por isso que precisamos continuar lutando contra esse mal, o Botafogo é uma fortaleza que nunca se renderá! E momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar! Precisamos de todos - nosso presidente Bebeto há de voltar - para transformar essa indignação em motivação para derrotá-los na final. Aí, enfim, a justiça será feita!